Nós somos só os nós
que os alheios não desatam
se tentam quebram unhas,
garras, perdem a pose;
nós que quer dizer desafio, enigma
quer dizer também problema, confusão, embaraço
nós de corda, de marinheiros
não tementes ao mar voraz
nós de princípio, de afins
nós de voz, engasgo,
nós de fins de tardes e noites
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
sábado, 10 de novembro de 2007
Manga (poema recauchutado)
Com ares de malandro
Desço a rua dos sabores desnudo, descalço
vou improvisando um assobio sem graça
Estiro o olho ao céu da passante, e ela,
mais pachola que eu
nem reparou no meu tropeço
na minha camisa amarelo manga
na minha estatura de poeta
nem na nuvem que nos diz que vai chover
e a nuvem tampa o céu assim
como fecha os olhos para esse desencontro.
(acordo rindo de besta com os dentes ainda dormentes)
Desço a rua dos sabores desnudo, descalço
vou improvisando um assobio sem graça
Estiro o olho ao céu da passante, e ela,
mais pachola que eu
nem reparou no meu tropeço
na minha camisa amarelo manga
na minha estatura de poeta
nem na nuvem que nos diz que vai chover
e a nuvem tampa o céu assim
como fecha os olhos para esse desencontro.
(acordo rindo de besta com os dentes ainda dormentes)
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Manga (poema)
Com ares de pachola
Desço a rua dos sabores
desnudo, descalço
improvisando um assobio sem graça
Estiro o olho ao céu da passante e
ela, mais pachola que nem eu
nem reparou no meu tropeço
minha camisa amarelo manga
minha estatura de poeta
nem na nuvem que nos diz que pode chover
e a nuvem tampa o céu
como fecha os olhos para esse desencontro.
(acordo ainda rindo de besta
com primavera entre os dentes)
Desço a rua dos sabores
desnudo, descalço
improvisando um assobio sem graça
Estiro o olho ao céu da passante e
ela, mais pachola que nem eu
nem reparou no meu tropeço
minha camisa amarelo manga
minha estatura de poeta
nem na nuvem que nos diz que pode chover
e a nuvem tampa o céu
como fecha os olhos para esse desencontro.
(acordo ainda rindo de besta
com primavera entre os dentes)
sábado, 6 de outubro de 2007
Uma (poema)
A mulher do sonho é leve
distância de olho sonhar estrela
Numa noite de ser tão
A menina de sonhar é ninfa
Nuvem de pétalas róseas, flor
De umamanhã inimaginada.
O instante vivido é breve
(de antever, de ocaso)
Visão de camponês, paz de gado.
Um doce inebriar de música
um encontar bem daqui
Das cercanias dos quereres.
pise nos versos do dirceu qualquer
Como convém a uma mulher
Da idade que te acolhe.
distância de olho sonhar estrela
Numa noite de ser tão
A menina de sonhar é ninfa
Nuvem de pétalas róseas, flor
De umamanhã inimaginada.
O instante vivido é breve
(de antever, de ocaso)
Visão de camponês, paz de gado.
Um doce inebriar de música
um encontar bem daqui
Das cercanias dos quereres.
pise nos versos do dirceu qualquer
Como convém a uma mulher
Da idade que te acolhe.
sábado, 29 de setembro de 2007
poema
embarulho tudo:
os nadas
os ninguéns
da fala desprezam significâncias
sobre o ouvido
a fala
o embarulho,
o arrulho
de um ponto de paz
imperfeito de sentido e sentidos.
o encontro marcado
o ponto,
de pronto
mais uma aula, um cartucho
um disparo
fresta
para um momento mágico.
os nadas
os ninguéns
da fala desprezam significâncias
sobre o ouvido
a fala
o embarulho,
o arrulho
de um ponto de paz
imperfeito de sentido e sentidos.
o encontro marcado
o ponto,
de pronto
mais uma aula, um cartucho
um disparo
fresta
para um momento mágico.
Baudeleriando II - poema
a un passant
dizia do tempo
das tramas do queviria
buscamos, insones,
nas brumas do tempo nosso
a passante que nos definiria.
dizia do tempo
das tramas do queviria
buscamos, insones,
nas brumas do tempo nosso
a passante que nos definiria.
Delirium -poema
a solidão é nosso estado natural
(mesmo em companhia)
nem paraíba, nem ceará
bremen, caicó, madagascar
somos o ocidente de um território único,
algo anódino
por onde unicórnios, lhamas
zibelinas e percevejos
compõem o território do delírio, amiúde,
sabiamente alheios a nossa presença.
(mesmo em companhia)
nem paraíba, nem ceará
bremen, caicó, madagascar
somos o ocidente de um território único,
algo anódino
por onde unicórnios, lhamas
zibelinas e percevejos
compõem o território do delírio, amiúde,
sabiamente alheios a nossa presença.
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