Com ares de pachola
Desço a rua dos sabores
desnudo, descalço
improvisando um assobio sem graça
Estiro o olho ao céu da passante e
ela, mais pachola que nem eu
nem reparou no meu tropeço
minha camisa amarelo manga
minha estatura de poeta
nem na nuvem que nos diz que pode chover
e a nuvem tampa o céu
como fecha os olhos para esse desencontro.
(acordo ainda rindo de besta
com primavera entre os dentes)
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
sábado, 6 de outubro de 2007
Uma (poema)
A mulher do sonho é leve
distância de olho sonhar estrela
Numa noite de ser tão
A menina de sonhar é ninfa
Nuvem de pétalas róseas, flor
De umamanhã inimaginada.
O instante vivido é breve
(de antever, de ocaso)
Visão de camponês, paz de gado.
Um doce inebriar de música
um encontar bem daqui
Das cercanias dos quereres.
pise nos versos do dirceu qualquer
Como convém a uma mulher
Da idade que te acolhe.
distância de olho sonhar estrela
Numa noite de ser tão
A menina de sonhar é ninfa
Nuvem de pétalas róseas, flor
De umamanhã inimaginada.
O instante vivido é breve
(de antever, de ocaso)
Visão de camponês, paz de gado.
Um doce inebriar de música
um encontar bem daqui
Das cercanias dos quereres.
pise nos versos do dirceu qualquer
Como convém a uma mulher
Da idade que te acolhe.
sábado, 29 de setembro de 2007
poema
embarulho tudo:
os nadas
os ninguéns
da fala desprezam significâncias
sobre o ouvido
a fala
o embarulho,
o arrulho
de um ponto de paz
imperfeito de sentido e sentidos.
o encontro marcado
o ponto,
de pronto
mais uma aula, um cartucho
um disparo
fresta
para um momento mágico.
os nadas
os ninguéns
da fala desprezam significâncias
sobre o ouvido
a fala
o embarulho,
o arrulho
de um ponto de paz
imperfeito de sentido e sentidos.
o encontro marcado
o ponto,
de pronto
mais uma aula, um cartucho
um disparo
fresta
para um momento mágico.
Baudeleriando II - poema
a un passant
dizia do tempo
das tramas do queviria
buscamos, insones,
nas brumas do tempo nosso
a passante que nos definiria.
dizia do tempo
das tramas do queviria
buscamos, insones,
nas brumas do tempo nosso
a passante que nos definiria.
Delirium -poema
a solidão é nosso estado natural
(mesmo em companhia)
nem paraíba, nem ceará
bremen, caicó, madagascar
somos o ocidente de um território único,
algo anódino
por onde unicórnios, lhamas
zibelinas e percevejos
compõem o território do delírio, amiúde,
sabiamente alheios a nossa presença.
(mesmo em companhia)
nem paraíba, nem ceará
bremen, caicó, madagascar
somos o ocidente de um território único,
algo anódino
por onde unicórnios, lhamas
zibelinas e percevejos
compõem o território do delírio, amiúde,
sabiamente alheios a nossa presença.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
De volta, meu brasil oreliano!
A Volta do Regresso
Ó pátria amada, Ó Brasil do meu Brasil
Minha família e também meus conterrâneos
Eu gosto porque foi aqui onde eu nasci
Terra querida
Meu Brasil aureliano
Nós fumo e viemo
E até que demoremo
Não fiquemo por que se lembremo
Da terra que nós abandonemo
Agora que já voltemo
Vamo abraçar a quem nós desprezemo
E salve, salve: amém da pátria
Meu Brasil
Ó terra amada que nós nunca se esquecemo.
Essa patriótica pagina musical* vai para a minha meia duzia (tenho cá minhas dúvidas se o número deles atinge essa expressiva minoria) de leitores.
* Essa música pode ser ouvida e reouvida nas vozes do esquecido coroné Ludugero e, também, na do afiadíssimo Falcão.
Ó pátria amada, Ó Brasil do meu Brasil
Minha família e também meus conterrâneos
Eu gosto porque foi aqui onde eu nasci
Terra querida
Meu Brasil aureliano
Nós fumo e viemo
E até que demoremo
Não fiquemo por que se lembremo
Da terra que nós abandonemo
Agora que já voltemo
Vamo abraçar a quem nós desprezemo
E salve, salve: amém da pátria
Meu Brasil
Ó terra amada que nós nunca se esquecemo.
Essa patriótica pagina musical* vai para a minha meia duzia (tenho cá minhas dúvidas se o número deles atinge essa expressiva minoria) de leitores.
* Essa música pode ser ouvida e reouvida nas vozes do esquecido coroné Ludugero e, também, na do afiadíssimo Falcão.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
post scriptum (poema)
Talvez
depois de dois mãrratãs
noviorque fique chata
e eu
prefira estar em Palmas.
depois de dois mãrratãs
noviorque fique chata
e eu
prefira estar em Palmas.
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