sei quem sou
vejo-me no espelho,
esqueço. Às vezes
armo um escárceu
um parque assistematico
ando com gente que me entende
e outras a quem nao desejo decifrar
nem me ponho ao natural
tomo todas, mas
é melhor nao tocar nisso por hora
(tomemos a próxima!)
Hoje a embriaguez há de nos pertencer.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Sábio Shaw para um sábado
"As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram
as circunstâncias de que precisam e,
quando não as encontram,
as criam". Bernard S. Shaw
as circunstâncias de que precisam e,
quando não as encontram,
as criam". Bernard S. Shaw
.......
fazer uma proeza de lascar o cano
entrar no circo e rasgar o pano
alegria de palhaço e fera
e ver o circo pegar fogo
pois nem tudo o que manda a vida
tem-se que estar de acordo.
entrar no circo e rasgar o pano
alegria de palhaço e fera
e ver o circo pegar fogo
pois nem tudo o que manda a vida
tem-se que estar de acordo.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Carolice
Nunca mais tive coragem de participar de concursos de poesia, ou literários de qualquer ordem. Um misto de indolência e preguiça. Quando recebo a informação de que um novo concurso está abrindo inscrições me empolgo. Por um segundo ou dois. Depois que olho as regras, os procedimentos para se candidatar aos prêmios, desisto. Pelo trabalho e pelos prêmios. Premiação dos concursos é irrisória. A grande maioria serve tão somente prá você acumular no seu currículo, um primeiro, segundo ou terceiro lugares ou uma menção honrosa. Nada contra os concursos, sou até entusiasta deles, mas nao tenho muita disposição em participar. Participei de vários durante a vida. Talvez por escrever mal, nunca tive a chance de abocanhar um primeiro lugar. Para não passar a história como um escrevinhador bissexto que jamais ganhou um prêmio em concursos, fui agraciado com um segundo lugar em um promovido pelo Sesc, do qual nao me lembro o ano, mas mantenho uma plaquinha em latão amarelo para provar. Reproduzo aqui o poema vencedor, tão somente como forma de registrar o feito; pmieiro aqui, depois em algum livro que por ventura venha a lançar.
Carolice
Não casou
emagreceu por livre e expontânea
I
N
F
E
L
I
C
I
D
A
D
E
aos quarenta era uma senhora bruxa
ao natural
sem a graciosidade dos biscuits
que enfeitiçam paredes.
Carolice
Não casou
emagreceu por livre e expontânea
I
N
F
E
L
I
C
I
D
A
D
E
aos quarenta era uma senhora bruxa
ao natural
sem a graciosidade dos biscuits
que enfeitiçam paredes.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Sorrisos (poema)
apenas rabiscos dos teus lábios
giz
nao são tantos, nem tão plenos
para compor um colar de faz-de-contas
Dão um bom pingente, isso sim
(original, digamos)
presente da vida para deleite meu
pingo de mel
que posso fruir, se quiser
a hora que bem entender
quesses fragmentos gentis
jogados ao léu
nao pertendem a ninguem:
(nem a ti que os disparas,
por inconsequente;
nem a minha poesia tarda)
Vou catando enquanto passeias
e monto, qual dedicado artesão,
um rosário fatal de imagenzinhas
zinhas, instantâneas
e é só.
giz
nao são tantos, nem tão plenos
para compor um colar de faz-de-contas
Dão um bom pingente, isso sim
(original, digamos)
presente da vida para deleite meu
pingo de mel
que posso fruir, se quiser
a hora que bem entender
quesses fragmentos gentis
jogados ao léu
nao pertendem a ninguem:
(nem a ti que os disparas,
por inconsequente;
nem a minha poesia tarda)
Vou catando enquanto passeias
e monto, qual dedicado artesão,
um rosário fatal de imagenzinhas
zinhas, instantâneas
e é só.
Os dentes do sol (poema)
para Larissa Costa
é do traço infantil
o solzinho que surge rindo
no canto da página.
é um meio astro,
coadjuvante apenas,
num reino de casinhas vazadas,
borboletas cor-de-rosa
e papais e mamães definidos
mas uma luzinha arteira se impõe
e o rei astro- rei brilha
mostrando a todos seu riso de puro ouro.
é do traço infantil
o solzinho que surge rindo
no canto da página.
é um meio astro,
coadjuvante apenas,
num reino de casinhas vazadas,
borboletas cor-de-rosa
e papais e mamães definidos
mas uma luzinha arteira se impõe
e o rei astro- rei brilha
mostrando a todos seu riso de puro ouro.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Lugar
onde se pisa
para onde se olha
onde se penetra
enregelando colunas cervicais
onde se beija
onde se cospe
onde desmineraliza-se
onde as carnes são azuis,
abissais
onde se toca
(soliloquiuns onanis)
onde se ouve falar
não se sabe d'onde
onde as vezes cala-se
as dores dos amores findos
onde chora-se pelos ancestrais
onde se briga
onde se encarnece
devora-se a carne dos temporais
onde se desanda a rir
onde você esporra
e, só depois, goza.
para onde se olha
onde se penetra
enregelando colunas cervicais
onde se beija
onde se cospe
onde desmineraliza-se
onde as carnes são azuis,
abissais
onde se toca
(soliloquiuns onanis)
onde se ouve falar
não se sabe d'onde
onde as vezes cala-se
as dores dos amores findos
onde chora-se pelos ancestrais
onde se briga
onde se encarnece
devora-se a carne dos temporais
onde se desanda a rir
onde você esporra
e, só depois, goza.
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